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ANTAQ promoverá projetos para geração de crédito de carbono

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ promoverá, a partir do ano que vem, projetos nas hidrovias para alavancar a geração de créditos de carbono. Para conhecer um pouco mais sobre o assunto, a autarquia recebeu, recentemente, a visita do representante nacional da empresa suíça Grütter Consulting, Márcio Dionísio de Souza. A empresa tem diversos projetos na área de crédito de carbono.

Crédito de carbono é uma tonelada de dióxido de carbono (CO2), que não é jogada no meio ambiente. A cada tonelada, é gerada um crédito de carbono. Esse crédito é negociado no mercado internacional.

Técnicos das Superintendências da Navegação Interior e de Portos da ANTAQ participaram da reunião com o representante da Grütter Consulting e ficaram entusiasmados com a possibilidade de o Brasil gerar mais créditos de carbono. “Já estamos estudando alguns projetos e, em 2008, vamos trabalhar para o país emitir cada vez menos dióxido de carbono na atmosfera”, diz o superintendente da Navegação Interior, Alex Oliva.

Para Alex Oliva, uma das formas de se emitir menos dióxido de carbono é desenvolver o transporte pelas hidrovias. “Ao transportar 40 mil toneladas de carga pelas hidrovias, retiram-se 1334 carretas de 30 toneladas das rodovias. Ou seja, com menos caminhões trafegando, a redução de emissão de dióxido de carbono é enorme. Com a redução de CO2 emitido na atmosfera, cria-se o crédito de carbono”, explica o superintendente.

Os créditos de carbono criados podem ser vendidos nas bolsas de valores. “Há países que, mesmo depois do Protocolo de Kyoto, não conseguem reduzir a emissão e, portanto, compram créditos de carbono para cumprir as exigências do protocolo”, afirma Alex Oliva, citando a Inglaterra como um dos países que compram crédito de carbono nas bolsas de valores.

O Protocolo de Kyoto compromete uma série de nações industrializadas a reduzir suas emissões em 5,2%, em relação aos níveis de 1990, para o período de 2008 – 2012. Segundo o acordo, esses países deveriam ter mostrado um progresso visível a partir do ano de 2005.

Alex Oliva ressalta que o capital gerado com a venda de créditos de carbono irá beneficiar o país que conseguiu reduzir a emissão de CO2 na atmosfera. “Como conseguimos gerar créditos de carbono, podemos vender esses créditos nas bolsas de valores. O dinheiro gerado com essas negociações pode ser investido nas hidrovias e no sistema de controle para o acompanhamento desses projetos de geração de créditos de carbono na navegação interior”.

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